Sistema dispensa tanquinho de gasolina
Informações do fabricante
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Sistema Flex Start Bosch dispensa o uso do “tanquinho” de gasolina em veículos flexfuel. “Com esta tecnologia, associada ao trabalho conjunto das engenharias PSA e Bosch, o usuário não tem mais que se preocupar em abastecer o tanquinho de gasolina e ainda possui melhor resposta do motor à aceleração, independente da temperatura; além de reduzir as emissões de poluentes”, ressalta Gerson Fini, vice-presidente da divisão Gasoline Systems da Robert Bosch América Latina.
A produção em larga escala do Flex Start também é um marco muito importante para a indústria automotiva brasileira, considerando que 90% dos carros fabricados são flexfuel. Para aplicação no motor EC5, a Bosch desenvolveu uma nova galeria de combustível, com elementos de aquecimento integrados (lanças aquecedoras), uma unidade de controle de aquecimento e o software de controle do sistema, tudo isso para garantir que a temperatura do combustível atinja valores ideais para uma partida segura mesmo em baixas condições climáticas e, ao mesmo tempo, oferecer um controle preciso da temperatura do combustível em todas as condições de operação do motor, evitando o sobreaquecimento.
Mais conforto para o usuário
“O Flex Start vem para consagrar o sucesso dos veículos bicombustíveis e a capacidade da engenharia brasileira de transformar a criatividade em inovação, com benefícios concretos para a vida do consumidor. O motorista sentirá a diferença no desempenho e na dirigibilidade dessa nova geração de veículos”, diz Fini.
Ao sistema Flex Start, as equipes de projeto da PSA e da Bosch integraram um diferencial: o Wake up. Com ele, o sistema começa o pré-aquecimento do etanol quando a porta do motorista é aberta, eliminando o tempo de espera de 6 segundos quando a temperatura ambiente é de +5ºC. Caso a chave de ignição seja inserida no contato antes do completo aquecimento do etanol, uma luz no painel ficará acesa, indicando que o sistema está em aquecimento. A partida só é permitida após a luz indicadora se apagar.
Mais tecnologia
Outro destaque do motor EC5 é o comando de válvulas variável (VVT) para a admissão, que otimiza o funcionamento e contribui para que se tenha mais de 80% do torque já a partir de 1.500 rpm. Uma novidade importante é a utilização, pela primeira vez no país, de uma bomba de óleo variável, que ajusta automaticamente o fluxo de óleo enviado, de acordo com a rotação do motor e a carga, fazendo com que menos energia seja absorvida. Com isso, há economia de combustível. “Nossa equipe de Pesquisa e Desenvolvimento trabalhou para dotar o EC5 com equipamentos modernos e ainda incomuns nos motores disponíveis no Brasil. Eles contribuem para seu bom desempenho e reduzem o consumo e as emissões. Com isso, demonstramos mais uma vez nosso compromisso de oferecer aos clientes produtos avançados”, destaca François Sigot, da PSA Peugeot Citroën.
Como complemento a estes sistemas modernos, os pistões e anéis são “low friction”. O acabamento dos cilindros também usa este tipo de tecnologia para reduzir atritos. Já as bielas foram desenvolvidas para apresentar alto nível de resistência com baixo peso. O projeto do EC5 foi todo desenvolvido com foco na otimização de seu funcionamento com os combustíveis locais; por isso, a taxa de compressão da versão flexfuel é 12,5:1.
Eletronicamente controlados
Todos estes componentes, controlados por um computador de última geração, fazem com que o motor de 1.587 cm3 desenvolva, com gasolina, 115 cv de potência máxima a 6.000 rpm, e, com etanol, 122 cv a 5.800 rpm. O torque máximo é de 15,5 kgfm (gasolina) e 16,4 kgfm (etanol), a 4.000 rpm.
Além da versão flexfuel, desenvolvida exclusivamente para o mercado brasileiro, na Fábrica de Motores de Porto Real também começa a ser produzida uma versão a gasolina, para equipar veículos comercializados fora do Brasil.
Novidades na Fábrica de Motores
O lançamento do motor EC5 faz parte dos investimentos de R$ 3,7 bilhões do Grupo PSA Peugeot Citroën no Brasil, no período 2010 a 2015. Por isso, o desenvolvimento do projeto deste novo propulsor também tem ligação com a ampliação este ano da capacidade de produção da Fábrica de Motores de Porto Real. No primeiro semestre de 2011, foram concluídas as obras da unidade industrial para o aumento da capacidade de produção: de 220 mil para 280 mil motores por ano. “Agora nos preparamos para uma nova fase com o objetivo de atingir a capacidade de 400 mil motores ano até 2015”, explica Tarcísio Telles, Diretor Industrial América Latina da PSA Peugeot Citroën.

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