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Prezado ministro 

Algumas questões do Denatran que merecem sua atenção caso V.Exª esteja imbuído das melhores intenções em seu ministério

Senhor Aguinaldo Ribeiro, novo ministro das Cidades: embora V. Exª tenha assumido o ministério numa verdadeira “corda bamba”, tantas são as acusações de ilicitudes em sua folha corrida, vale a pena lembrá-lo de que o Contran e Denatran, órgãos encarregados de decidir e estabelecer a política de trânsito no país, estão sob sua responsabilidade. Se V.Exª estiver imbuído dos melhores propósitos em corrigir distorções e resolver pendências do setor, elencamos algumas que provocaram polêmicas pela forma inábil com que foram tratadas na gestão anterior. 
Radar pistola – Proibido no passado pelo próprio Contran, teve seu uso novamente autorizado, um verdadeiro estímulo à corrupção nas estradas, pois aplica-se a multa por excesso de velocidade sem registro fotográfico do automóvel. Ou não se aplica caso o motorista, cercado na estrada, concorde em contribuir com um engradado de cerveja para a geladeira do policial. Como em qualquer outra profissão, existem policiais honestos e desonestos.
Placas indicativas – O Contran, além de permitir o uso do malfadado radar pistola, eliminou a exigência de placas nas rodovias indicando a velocidade máxima. Decisão inexplicável, pois só pode ter uma finalidade: desinformar o motorista para facilitar a arrecadação de multas pelos radares.
Cadeirinhas – Depois de implantada a obrigatoriedade das cadeirinhas infantis no ano passado, caiu em 40% o número de crianças mortas em acidentes rodoviários. Pois nem essas estatísticas favoráveis sensibilizaram o Contran a estender (conforme prometido) a exigência para as vans escolares.
Pontos – O Denatran tenta efetivar, a partir de julho, a atabalhoada decisão de exigir a presença em cartório do dono do automóvel e do motorista responsável pela infração, para evitar fraude na transferência de pontos no prontuário. Parte do princípio de que somos todos desonestos, até prova em contrário. Se existe fraude, existe também, para coibi-la, o poder policial.
Rastreadores – Adiada várias vezes, está ainda em pauta tornar obrigatório o rastreador em todos os automóveis zero. Um custo a ser rateado entre todos os donos de automóveis, mas que só interessa mesmo aos fabricantes do aparelho.
Inspeção Veicular – Estabelecida pelo Código de Trânsito Brasileiro em 1997, a fiscalização de emissões e itens de segurança ainda não foi implantada pelo Denatran. A Prefeitura de São Paulo, por exemplo, decidiu estabelecer, do seu modo, o controle de emissões. Contratou uma empresa de forma tão pouco transparente que já foi denunciada pelo Ministério Público. E as regras tão descabidas que são fiscalizados até veículos produzidos há menos de 12 meses. Qualquer país sério só exige o controle a partir de três ou quatro anos de fabricação.
Ministro: essas são algumas das questões da sua pasta que podem e merecem sua atenção,  mesmo no caso de uma curta permanência de V.Exª no posto....
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