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Christopher Podgorski |
Anunciada para entrar no mercado a partir de janeiro de 2008, a montadora sueca apresenta sua maior gama de opções da história, que cobre os segmentos de transporte de carga a longa distância e os de construção, cana-de-açúcar, mi-neração e outras aplicações off-road.
Para cada uma, poderão ser escolhidas diferentes configu-rações de cabinas, trens-de-força, eixos e chassis, incluindo o tipo de suspensão, altura, resistência, distância entre-eixos e preparação para implementos. “O nosso conceito modular é ainda mais consolidado”, afirma o diretor geral Christopher Podgorski.
Segundo ele, na nova linha destinada a operações rodoviárias e para a construção, foram consideradas melhorias de ambientação para o motorista e de produtividade para o transportador. “O interior da cabina é completamente novo em todos os modelos, com o posto de condução desenvolvido sob um novo projeto ergonômico”, garante.
Cabinas européias
As novas cabinas nada devem aos modelos da Europa. A série P é montada em posição baixa no chassi com duas opções: Curta CP14 e Leito CP19. Já a série G, intermediária, é montada no chassi em uma posição mais alta que a P e mais baixa que a R, com iguais opções (Curta CG14 e Leito CG19). Por fim, a R é montada em posição elevada no chassi (70 mm mais alta), proporcionando um piso semiplano e mais espaço interno. A altura do túnel do motor também foi reduzida pela metade (a 150 mm), oferecendo maior área livre no centro da cabina. Denominada CR19H Highline é indicada para aplicações rodoviárias de longa distância.
Os modelos leito têm cama principal que mede 2.170 x 800 mm, na cabina R, e 2.170 x 750 mm, nas cabinas G e P, com um colchão de 125 mm. Há uma segunda cama opcional que mede 600 mm de largura, na parte superior da parede posterior, que pode ser especificada para a cabina R Por meio remoto, é possível controlar os sistemas de iluminação, rádio, aquecedor, a partir da cama.
Potëncias bem distribuídas
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Celso Mendonça |
Os veículos de longa distância podem receber todas as potências de motores, desde 230 até 500 cv, e todas as unidades do sistema modular Scania. Na sua versão com motor de 9 litros em linha, há três opções de potências: 230, 270 e 310 cv. Na versão de 11 litros apenas 340 cv, adequada para terrenos planos ou carga inferior à útil máxima. Já o propulsor de 12 litros oferece variações maiores de 380, 420, 440 ou 470 cv. A versão com 480 cv foi descontinuada.
Mas as novidades ficam por conta das versões 440 e 470 cv, antes inexistente, com unidade turbocompound.
Este sistema apresenta um segundo turbo compressor instalado no coletor de escape após o turbo alimentador normal.
Segundo a montadora, esta tecnologia aumenta a potência do motor preservando o baixo consumo de combustível.
Contudo, o maior atrativo que lidera esta linha rodoviária é novo motor de 16 litros e 500 cv. É o único modelo V8; os demais são em linha. Os cilindros são idênticos aos do motor de 12 litros, mas o sistema de injeção (Scania PDE) é diferente. “É ideal para longas distâncias e traciona composições tipo bitrem ou rodotrem por estradas mais árduas”, disse Celso Mendonça, Chefe de Engenharia de Vendas.
Compartilhamento de peças
Segundo ele, os motores têm diversas peças e acessórios compatíveis. Todos possuem bloco de aço forjado, camisas de cilindro lubrificadas e cabeçotes individuais de quatro válvulas, “um projeto que simplifica consideravelmente a manutenção e os reparos”, complementa. Todos recebem a mesma engrenagem de válvulas e de distribuição. “Facilita o diagnóstico de falhas e a manutenção”, disse.
A nova arquitetura eletrônica dos Scania permite uma estreita comunicação entre os sistemas de controle. “Todos motores empregam iguais equipamentos auxiliares e vários deles incorporam soluções inovadoras com sistemas de regulagem eletrônica que ajudam a economizar combustível”, garante.
Cita como exemplos, o gerenciamento da pressão de ar que garante que o compressor seja carregado quando o motor não está exercendo tração no veículo, usando, para encher os tanques de ar, uma energia que seria desperdiçada. Assim como o compressor do ar-condicionado tem um sistema regulador inteligente que controla a saída de resfriamento em relação à temperatura desejada, ao invés de resfriar completamente o ar para logo em seguida aquecê-lo caso haja necessidade.
Transmissões acopláveis
A linha de caixas de transmissões é de fabricação própria e montada conforme o conceito modular optado, incluindo opções de 8 marchas, de 8 marchas mais uma superlenta, de 12 marchas e de 12 marchas mais duas superlentas. Além de uma versão aprimorada do Scania Opticruise, sistema automatizado de mudança de marchas, pode-se especificar, para cada, uma variedade de tomadas de força com diversas potências e opções de acionamento. Os eixos traseiros podem ser instalados com ou sem redução nos cubos das rodas. Um Retarder - também da marca - pode ser especificado com esta e a maioria das caixas mencionadas.
Os componentes dos quadros de chassis receberam novo tratamento para diminuir peso, estando disponíveis em três segmentos de operação: média, pesada e extrapesada. E as opções de suspensão incluem molas em todos os eixos e suspensão a ar traseira e três configurações de eixos para longa distância: 4x2, 6x2 e 6x4.
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