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Paula Flórido |
A gerente de Marketing da Castrol, Paula Flórido, discorre com entusiasmo sobre esses programas que têm como principal base de sustentação os óleos de motor e fluidos de transmissões e engrenagens fabricados pela empresa. “São produtos de alta performance, sintéticos e semi-sintéticos, que permitem a extensão de quilometragem para o período de troca. Essa tecnologia de ponta é procedente da Bélgica, da Alemanha e alguns itens dos EUA”, afirma.
Para atender às tendências do mercado e às normas do Euro 4, que impõem a redução de emissão de poluentes, passou-se a produzir lubrificantes e outros derivados de petróleo alinhados com essas novas exigências.
Entre esses produtos, cita o Castrol Enduron, para motores a Diesel de última geração e permitem a extensão da quilometragem, que prevê a redução da quantidade de emissão de particulados e gases tóxicos lançados na atmosfera durante o processo de combustão. Esse lubrificante, além de caminhões e ônibus, pode ser utilizado em motores de veículos comerciais leves e equipamentos movidos a Diesel.
Menos paradas
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Os motores eletrônicos, as rodovias privatizadas e pedagiadas, mais os custos do combustível e pneus, além de uma manutenção profissional, geram um aumento considerável no custo da frota” |
Exemplifica comparando o óleo mineral, que roda até 30 mil km, com o Enduron, parcialmente sintético, com troca de até 100 mil km, permitindo ao caminhão um menor custo por quilômetro rodado. Além disso, esse óleo colabora com a vida útil do motor, que tem menos desgaste.
Paula Flórido volta no tempo para sedimentar a importância desses produtos: “No passado, os custos frotistas eram menores. A maioria das estradas eram federais, sem pedágio, e os motores ainda permitiam uma manutenção simples. Hoje, não. Os motores eletrônicos, as rodovias privatizadas e pedagiadas, mais os custos do combustível e pneus, além de uma manutenção profissional, geram um aumento considerável no custo da frota”.
Diante dessa realidade, observa, o frotista deixa de ser rentável e competitivo caso não se atualize, não consiga controlar o custo do quilômetro rodado e a manter a maior parte dos veículos circulando. Por essas razões, diz, existe a necessidade da profissionalização do setor.
Um veículo por ano
Para contribuir com as frotas, a Castrol realizou uma pesquisa com mais de três mil clientes e identificou as principais necessidades de cada um para, então, verificar o que poderia oferecer de melhor para o setor.
Entre os produtos, há o Castrol Elixion, um óleo 100% sintético, focado exclusivamente para a economia de combustível. Para comprovar, Paula Flórida faz os cálculos: se uma frota gasta mensalmente um milhão de litros de combustível, despendendo uma média de R$ 2 milhões, o Elixion pode ajudar a economizar até 4% desse total, ou seja, por volta de R$ 80 mil mensais que, somados ao final do ano, formariam uma quantia suficiente para renovar equipamentos.
Esse óleo, explica, é o mais indicado para veículos de transporte rodoviário, como caminhões e ônibus, que trabalham com altas temperaturas.
Precioso banco de dados
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Paula Flórida faz os cálculos: se uma frota gasta mensalmente um milhão de litros de combustível, despendendo uma média de R$ 2 milhões, o Elixion pode ajudar a economizar até 4% desse total, ou seja, por volta de R$ 80 mil mensais que, somados ao final do ano, formariam uma quantia suficiente para renovar equipamentos |
Dentro do pacote de soluções elaborado pelo Castrol Solution, consta o Banco de Dados. Criado originalmente nos EUA, foi caracterizado para atender às condições brasileiras. Ele dispõe do cadastro de todos os equipamentos existentes no país, além das estradas e suas condições, se os veículos trafegam com muito ou pouco peso e até o grau de poeira que ônibus e caminhões captam em estradas de terra.
É com base nesses dados que os técnicos da Castrol recomendam aos clientes o período considerado ideal para a troca de óleo para cada item, do motor à transmissão. “A lubrificação adequada gera uma grande economia final e muitas empresas de transporte ignoram esses benefícios”, observa a gerente de Marketing.
A empresa realiza ainda, para as transportadoras, a análise geral do óleo do veículo, o que permite determinar a data certa para a sua troca. É um trabalho personalizado, uma vez que é desenvolvido um estudo para cada cliente. Primeiro, é feita uma avaliação de apenas 10% da frota durante um certo período, até que o frotista se sinta seguro e confiante. Depois, essa avaliação é estendida para o restante dos veículos. Por enquanto, esse trabalho só é realizado em algumas empresas.
Universidade Castrol
Para empresas com interesse em se profissionalizar, foi criada a denominada Universidade Castrol, que oferece treinamento para armazenagem, de acordo com as exigências da Cetesb e do Conama. Começa por verificar se a frota está recebendo a lubrificação adequada e, só depois, tem início a avaliação. “Há empresa que sequer tem uma ficha para controlar a manutenção do veículo”, diz.
A assistência consiste, inicialmente, em uma análise do local até a indicação de um produto de lubrificação adequado. Esse programa é feito por meio de um contrato.
Técnicos da empresa realizam, de seis em seis meses, avaliação da frota que utiliza os produtos Castrol, quando verificam como foi a performance dos veículos, se houve redução no custo do quilômetro rodado e se o proprietário está satisfeito com os resultados. “Geralmente, o frotista continua com o programa oferecido pela Castrol”, afirma a gerente, que manda um aviso: “O frotista não deve pensar só no motor, mas nos outros equipamentos que necessitam de lubrificação, principalmente quando o veículo passa por vários motoristas, dependendo do turno de trabalho”.
Junto com a NTC & Logística
Uma das estratégias da Castrol, para continuar mantendo um relacionamento mais amplo com a categoria de frotistas, foi se aproximar da Associação Nacional do Transporte de Cargas e Logística, que reúne entre os seus filiados os maiores empresários do setor.
Paula Flórido faz a pergunta e responde: “Por que a Castrol se aproximou da NTC? Porque as nossas ofertas são focadas para essa área. Porque nós precisávamos de uma entidade confiável, com trabalho sério, com grupos técnicos, para que, juntos, possamos desenvolver um trabalho que dê mais segurança e rentabilidade para o frotista”.
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