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“Por tudo o que esse veículo contém, o Punto ocupa um nicho de mercado só seu, tanto que, nas clínicas de produto, a conclusão unânime dos consumidores foi a de que ele tem uma personalidade própria, não existindo outro modelo parecido no mercado”, afirma Lélio Ramos, diretor Comercial da Fiat Automóveis. |
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Não constitui, porém, uma nova categoria. Vai apenas disputar com VW Polo e Citroën C3 o segmento convencionado como premium, embora na Europa os três sejam apenas modelos comuns.
Coisa de marqueteiros e sua criatividade ilimitada, aqui se cunhou a expressão de que o Punto seria um sporthatch, apesar de só estar disponível na versão de quatro portas.
O estilo é um dos pontos fortes do carro. Tanto que há um pequeno emblema com a assinatura de Giugiaro nas portas traseiras. Entre os toques de mestre do designer italiano destacam-se desenho dos faróis, marcante linha de cintura ascendente, espelhos fixados nas portas e minijanelas junto às colunas dianteiras. A generosa distância entre eixos de 2,51 m (igual à do Idea) ajuda na harmonia do conjunto, mas não se reflete em espaço extra para as pernas no banco traseiro. É que a forte inclinação do pára-brisa obriga a reposicionar para trás os bancos dianteiros. O porta-malas é um pouco menor do que o do Palio, mesmo este tendo 20 cm a menos de comprimento total.
Tecnologia disponível
Impressionante é a variedade de equipamentos. Destaque para os comandos de voz do sistema de som e do telefone celular (só Bluetooth), desenvolvido em parceria com a Microsoft. A segurança está em plano destacado: primeiro automóvel nacional a dispor de cortinas infláveis e encostos de cabeça dianteiros com efeito antichicote. Vidros laterais são laminados. Elogiável a decisão da Fiat de oferecer airbags duplos frontais, mais ABS por R$ 2.900,00, contra o preço normal de R$ 5.100,00.
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A empresa italiana, finalmente, entrou no clube que dispensou o motor de 1.000 cm³, a exemplo dos seus concorrentes diretos. Afinal é o mais pesado - de 1.090 kg a 1.170 kg - e o motor de 1.400 cm³ teve que melhorar, subindo a potência em 5 cv para 85/86 cv. Bom mesmo para o carro é o de 1.800 cm³ de 113/115 cv, das versões HLX e Sporting, por sua capacidade de aceleração e relativa suavidade, depois de avaliação pelas ruas e no autódromo de Buenos Aires. A cidade foi escolhida para marcar a reabertura da linha de montagem da Fiat no país vizinho em 2008, após sete anos de paralisação.
Boas perspectivas
O mix previsto pela fábrica é de 70% das vendas com o motor de menor cilindrada, que vai bem em localidades de topografia plana. Ainda assim apresenta qualidades dinâmicas, comandos macios e precisos e boa posição ao volante. Os preços ficam dentro do esperado pela proposta de nível elevado de acessórios e materiais de acabamento adequados. Partem de R$ 37.900 e vão a R$ 41.600 (motor 1,4 L); depois sobem para R$ 44.400 e R$ 51.900 (motor 1,8 L).
Frente aos adversários diretos, as duas versões mais em conta do Punto certamente perderão em desempenho, embora se imponha quando receber o motor de maior potência. De qualquer modo se manterá à frente, se os critérios forem presença, conforto e requinte. Vender 3.000 unidades/mês, como prevê a Fiat, é ponto pacífico.
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