Ford Fiesta 2008, subindo de padrão
A Ford lançou as primeiras mudanças algo mais profundas nos Fiestas sedã e hatch, depois de quase cinco anos de mercado, antecipando para o final de janeiro o ano-modelo 2008.
Por Fernando Calmon, de
Guarujá, SP
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Até agora o recordista era o Honda Fit, cujo ano-modelo 2007 surgiu no final de fevereiro de 2006. Embora tenha causado reboliço, na realidade essa é uma prática comum no exterior e que vai se repetir também no Brasil.
O Fiesta segue o padrão mundial de estilo Kinetic (Cinético) da Ford, lançado na Europa com o monovolume S-Max, mas aqui restrito à parte frontal. Grade, faróis (agora com dois refletores), lanternas (piscas no alto, mais bem posicionados), capô e pára-choque são novos e transmitem sensação de robustez. A lateral se mantém sem as repetidoras dos piscas nos pára-lamas, existentes no modelo europeu. Na traseira, apenas retoques nas lanternas do hatch; sedã não mudou. O interior recebeu pequena melhora na qualidade dos plásticos e tecidos de revestimento. Mais interessante é o novo quadro de instrumentos com bem visíveis marcadores analógicos de temperatura e de combustível, substituindo os minúsculos digitais de antes. As quatro saídas de ar do painel estão redesenhadas e são práticas no manuseio.
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A Ford procurou aperfeiçoar a atmosfera interna e aumentou para 22 o número de porta-objetos. Também acrescentou material fonoabsorvente, o que, segundo informa, teria melhorado em 5% o índice de articulação (capacidade de diálogo a bordo). Há diferenças marcando melhor as versões First (intermediária) e Trend (superior). Como opcional, o controle remoto permite abrir ou fechar vidros e portas com um único comando. Ainda não foi desta vez que chegaram regulagem de altura do volante e apoio no assoalho para o pé esquerdo.
Melhor opção é o 1.600
Rodas e calotas estão redesenhadas, sendo que estas agora são presas pelos parafusos para evitar que se soltem. O tanque de combustível cresceu de 45 litros para 54 litros e vem em boa hora. O melhor de tudo é o preço. Na versão hatch, com motor de 1.000 cm³, parte de R$ 29.990,00 (cerca de 2% de reajuste); com motor de 1.600 cm³, R$ 34.090,00 (só R$ 10,00 acima). Os sedãs subiram R$ 450,00 (para R$ 31.880,00) e R$ 130,00 (R$ 36.020,00), respectivamente. Os preços máximos - demanda mínima - podem ir a R$ 39.710,00 (hatch) e R$ 41.640,00 (sedã), ou além, já bem próximos aos do Focus.
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A avaliação dinâmica transcorreu em um percurso de 160 quilômetros, basicamente por estradas do Litoral Norte de São Paulo. Sem alterações mecânicas, restou comprovar que o ambiente interno evoluiu. O motorista sente isso com naturalidade, embora ainda falte aperfeiçoar a sustentação lateral dos bancos. Qualidades inerentes do Fiesta, como suspensões e alavanca de câmbio mais alta, permanecem. Fica difícil perceber o novo isolamento acústico em rotações mais altas do motor, especialmente no menos potente que exige um câmbio mais curto. Pelo peso do Fiesta, em particular no sedã, o motor 1.600 é o adequado. Tanto que a própria Ford decidiu encurtar a diferença de preço para estimular a escolha do comprador.
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