Caminhões: Rumo à retomada de mercado
Os depoimentos dos principais executivos das montadoras de veículos comerciais mostram que há razões para existir um certo otimismo para este ano. O impulso do agronegócio é certo, e as ações do governo, se concretizadas, poderão incrementar bem mais as vendas, mas a competição também será grande.
Por Ricardo Conte, de São Paulo, SP
O mercado de caminhões em 2006 recuou 4,6% ao comercializar 76.654 unidades no atacado. Mas a indústria do setor já recupera fôlego. Analisado os últimos dois anos, a queda foi resultado de um semestre forte e outro fraco. Os volumes foram retomados, a partir de agosto do ano passado, com média mensal de 6.500 caminhões negociados. O que dá sustentação a uma nova perspectiva.
De uma economia estagnada, que impactou fortemente as vendas por um período, passa para outra que tende a crescer ainda mais se o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) der certo e o interesse do capital estrangeiro pelo agronegócio brasileiro que, como sabem, impulsiona a economia e, particularmente, o setor de veículos, máquinas e implementos.
VOLKSWAGEN
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| Roberto Cortes |
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Ricardo Alouche |
Para os executivos do setor, é um sinalizador positivo, pois somará ao potencial brasileiro. O CEO da Volkswagen Caminhões e Ônibus, Roberto Cortes (esq), informou que o desempenho da marca ficou acima das suas expectativas. As exportações aumentaram 10% em relação a 2005, atingindo 10 mil unidades. “Mesmo enfrentando taxas de câmbio desfavoráveis e concorrentes com mais de um século de existência, conquistamos o sexto recorde consecutivo em exportações”, disse.
Segundo ele, a marca alemã negociou 37 mil veículos em 2006, incluindo 4.925 ônibus, 4% superior ao obtido no ano anterior. No mercado doméstico, vendeu 22.404 caminhões, garantindo a liderança ou vice-liderança, dependendo da base de cálculo.
O diretor Comercial, Ricardo Alouche está otimista e crê que o volume de vendas começa a avançar. “Posso afirmar que de setembro para cá, o mercado se transformou. Fechamos lotes importantíssimos e alguns modelos da marca poderão faltar no primeiro semestre de 2007”, revelou. Para ele, houve um gap nesses últimos dois anos. “Estamos apostando nossas fichas nessa hipótese. Somos otimistas em tempos de crises e usamos as dificuldades do momento para projetar algo positivo para o futuro”.
Além dos campeões de vendas: o médio 13.180 e o pesado 19.320 Titan Tractor, apontou a consolidação do semileve 5.140, lançado no final de 2005, que somou.1.552 unidades vendidas em 2006. “Entramos nesse segmento no sentido inverso da concorrência: não reforçamos a estrutura de um veículo mais leve, mas introduzimos um caminhão para atender até 5 t.,” disse.
Como novidade, mais especificamente na área de fora-de-estrada, a VWCO iniciou a produção, em janeiro, de um modelo para 31 toneladas com motor de 320 cv e tração 6x4 para atender as usinas canavieiras e mineradoras. “Já está vendido antes mesmo do lançamento”, revelou.
IVECO
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| Jorge Garcia |
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Marco Mazzu |
Depois de transferir suas operações de São Paulo para Sete Lagoas (MG), a Iveco Latin America, empresa do grupo Fiat, faz nova investida para ampliar sua participação no mercado interno. Muda seu comando pela quarta vez e anuncia investimentos de R$ 150 milhões destinados a novos produtos e tecnologia, para o biênio 2007-08.
No ano passado, suas vendas caíram 26,3% em relação a 2005, comercializando 2.420 unidades. Na ocasião, lançou novos produtos (quatro versões do Stralis e o EuroCargo Cavallino) e nomeou cinco concessionários (hoje somam 57). “Temos contratos firmados com investidores para a abertura de novas revendas em 2007”, afirmou o executivo argentino, Jorge Garcia.
Garcia antecipou que, em fevereiro, a montadora italiana elevará sua produção diária de 6 para 10 unidades em Sete Lagoas em função da expectativa de expansão de seus negócios, principalmente, na Venezuela e na Argentina. Exportar mais foi o caminho encontrado para compensar a retração brasileira. “Representou, em 2006, 60% da nossa produção”, informou.
No âmbito latino-americano, a Iveco foi similar ao do ano de 2005 e comercializou mais de 12 mil caminhões. Terminou o ano com resultado operacional positivo, prevendo faturamento de R$ 1,5 bilhão. “No Brasil há muita guerra de preços e enfrentamos retração de mercado. Somos uma empresa financeiramente sólida”, garantiu Garcia, ao se despedir da presidência, após dois anos e oito meses no cargo.
Em seu lugar, o executivo italiano Marco Mazzu assume o desafio de dobrar, até 2010, a participação da Iveco no mercado brasileiro, estável em 4% (e 5,2% na América Latina). Nesses nove anos de atuação, a marca hoje tem estrutura e veículos de qualidade, em fase nacionalização, que permitirão ser mais competitivos em 2007. Além disso, a empresa está realizando importantes contratações de executivos de alto gabarito no setor.
AGRALE
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| Flávio Crosa |
A Agrale, empresa 100% nacional, teve o seu pior desempenho no mercado de caminhões nos últimos anos. Apesar disso, suas vendas externas sustentaram bom desempenho geral do grupo. “Compensamos, em parte, com nossas exportações, especialmente para a Argentina, onde temos representação própria, desde 2003, hoje com 14 revendas mais 4 postos de atendimento”, argumentou Flávio Crosa, diretor de Vendas e Marketing.
Segundo ele, as exportações de caminhões chegam, em média, a 170 unidades ao ano, 30% das vendas totais realizadas em 2006 (472 unidades). “É pouco comparada à concorrência, mas significativo para nós”, disse. O produto representa 10% dos negócios veiculares da Agrale, que produz, além de caminhões, chassi para ônibus, tratores, motores e utilitários.
No ano passado, negociou perto de 4.700 unidades, incluindo exportação e chassis para ônibus, (a empresa é líder na fabricação de chassi para microônibus). Já englobando todos seus negócios, o grupo gaúcho se saiu bem, devendo, segundo estimativas de Crosa, elevarem 2006, em R$ 30 milhões o seu faturamento de 2005, que foi de R$ 408 milhões. Um crescimento de 5,5%, bem acima do PIB nacional.
Quanto ao negócio de caminhões, o executivo sabe que há muito a percorrer. Explica que suas vendas ainda são concentradas. Mais forte na região Sul e no interior do sudoeste com pouca presença no centroeste e nordeste do País. “Construir um conceito de marca é mais lento em comparação a uma empresa globalizada”, argumenta.
Além disso, formar parcerias de qualidade, por exemplo, com encarroçadores, ter escala para obter preços competitivos e produto final testado é um trabalho demorado que requer alto investimento. Soma-se a isso o fato de que a Agrale atua somente em um dos segmentos de caminhões: o de leves, voltados estritamente à distribuição urbana. “Existem, ainda, reflexos das últimas enchentes que prejudicam nossos negócios”, disse.
DaimlerChrysler
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Philipp Schiemer |
Ao completar 50 anos no País, a Mercedes-Benz, marca da DaimlerChrysler do Brasil, comemorou a reconquista da liderança de vendas no mercado interno em 2006, contando com a venda de veículos acima de 3,5 toneladas.
No primeiro caso, a montadora alemã comercializou no período 21.783 unidades, obtendo 31,9% das vendas de 68.239 unidades. No segundo, que incluem Sprinter e Dodge, a soma subiu para 25.689 unidades, representando 33,5% de participação do mercado total.
A marca foi presenteada também com a liderança do segmento de ônibus, 53,4% das vendas internas, e com o reconhecimento de maior exportadora de caminhões e ônibus, com o embarque de 18.414 unidades (maioria ônibus - 10.405 chassis) e, ainda, com os títulos de campeões de vendas nas categorias de semileves e leves.
“Podemos atribuir estes resultados a um conjunto de fatores: a consolidação das nossas novas linhas de produtos e o contínuo investimento na qualificação da nossa rede”, disse Philipp Schiemer, vice-presidente de Vendas, destacando o trabalho que garantiu a recuperação de mercados regionais.
“Começamos uma série de ações junto às nossas concessionárias no início do ano passado, com o objetivo de conhecer mais as atividades do cliente e melhorar o atendimento”, declarou.
Quanto às perspectivas da marca para 2007, Schiemer é cauteloso. Acha que é cedo para fazer previsões, mas aposta que os volumes de 2007 deverão superar os números de 2006. “Da nossa parte, vamos tentar acompanhar o mercado para manter a liderança”, finalizou.
SCANIA
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Leif Östling |
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| Michel de Lambert |
O presidente da Scania Latin America, Michel de Lambert, falou do passado com tanto entusiasmo quanto acredita que o presente está levando a montadora sueca a um futuro mais promissor.
Acontece que em 2007 a empresa completará 50 anos no Brasil, o qual já foi o maior mercado mundial para os caminhões da marca, bem como, algumas vezes, para ônibus e motores. “Prosperamos com o sucesso dos nossos clientes”, disse.
O CEO enumerou uma série de acontecimentos importantes, como o pioneirismo da Scania na introdução das cabinas avançadas, de intercoolers nos propulsores e do conceito de produção modular. E, mais recentemente, do desenvolvimento de produtos para aplicações na mineração com tração 8X4. “Parece coisa de um passado mais distante, mas a história se escreve com o tempo”, conta.
Trinta anos da sua chegada, em 1986, a Scania já atingia a produção de 50 mil unidades; 10 anos depois dobrava esse número. Pelas contas de Lambert, em 2008, a fábrica brasileira superará a casa de 200 mil caminhões produzidos. “Em um intervalo menor de quatro anos”, prognostica.
Em janeiro, ao divulgar os resultados financeiros de 2006 e o relatório assinado por Leif Östling (dir), presidente e CEO mundial, a Scania se compromete aumentar a produção global para 80 mil caminhões e ônibus em 2007, 25% a mais que no ano passado. O objetivo é chegar em 2009 com um volume de 100 mil unidades, 53,84% superior ao registrado em 2006.
“As necessidades crescentes de transporte e a falta de estrutura para atendê-las têm levado ao aumento da demanda por veículos novos e serviços, em praticamente todos os mercados em que a Scania atua. Estamos bem preparados para esse crescimento futuro”, relatou Östling.
FORD
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| Dominic DiMarco e Marcos S. de Oliveira |
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Flávio Padovan |
A Ford do Brasil, incluindo automóveis, comemorou bons resultados em 2006 no Brasil e na América do Sul. Fechou o ano com a produção acima de 320 mil veículos e a venda de 226,7 mil unidades no mercado interno, exportando mais de 131 mil unidades.
O lucro na América do Sul atingiu US$ 451 milhões até setembro, um crescimento de cerca de 70% sobre igual período de 2005. “Nossa estratégia continua a ter como foco principal a inovação”, disse Marcos S. de Oliveira, novo presidente da Ford Brasil e Mercosul.
Para tal, junto com Dominic DiMarco, presidente da Ford América do Sul, Oliveira anunciou, em janeiro, que aplicará R$ 2,2 bilhões no período de 2007 a 2011 e confirmou a incorporação das operações da Troller, que produz veículos off-road em Horizonte, no Ceará.
Diferentemente, a unidade de negócios de caminhões da Ford não foi tão feliz, acompanhando a queda de mercado e apresentando vendas 7,6% menores em 2006, em comparação ao ano anterior. Mas manteve a terceira posição no ranking com 19,1% de participação.
Contudo, suas exportações foram positivas com a venda de 33.092 unidades na América do Sul, crescimento de 11,6% sobre 2005. Segundo Flávio Padovan, diretor de Operações Caminhões, “foi resultado da inércia do mercado doméstico a partir de meados de 2005”.
Destacou a série Cargo que obteve 14% de participação do mercado, quase 10 mil unidades vendidas em 2006, sem considerar a série F, e o sucesso do 1317 eletrônico, lançado em 2005, que vendeu 1.574 unidades. “São volumes pequenos, mas exigem investimentos em tecnologia, inclusive para nos prepararmos para os motores Euro 4 para o ano de 2009”, contou Padovan.
O executivo disse que isso não aconteceria não tivesse a Ford uma rede bem ajustada ao negócio de caminhões. Hoje, conta com 136 concessionárias, 90 exclusivas para caminhões. Destes, 25 são Postos Avançados Ford (PAF). “Esperamos ter toda a rede separada até 2008”, prevê.
VOLVO
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| Tommy Svensson |
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Reinaldo Serafim |
A Volvo do Brasil comercializou 6.105 caminhões no mercado doméstico, registrando crescimento de 2,6%, contra as 5.944 unidades vendidas em 2005. Dentre todas as montadoras, foi a única que fechou o ano com números produtivos no azul. “Foram decisivos para esse desempenho o lançamento naquele ano da nova linha de caminhões pesados”, afirmou o presidente Tommy Svensson.
Do total acima, 5.154 unidades foram negociadas no segmento de pesados que permitiram à marca a reconquista da liderança, fechando o ano com 26,2% de participação. “A liderança não é um objetivo perseguido pela Volvo, mas o reconhecimento pelo mercado da qualidade dos produtos da marca”, enfatizou.
O mercado de pesados, que representou 25,7% das vendas totais do setor, negociou 19.666 unidades em 2006, queda de 2,6% na comparação com o ano anterior, quando as montadoras venderam 20,2 mil veículos.
A Volvo produz caminhões pesados e semipesados, compostas pelas linhas FH, FM e VM. O FH é oferecido nas faixas de potências de 400cv, 440cv, 480cv e 520cv, esta última a maior produzida no mercado brasileiro. A linha FM tem motores com potências de 400cv, 440cv e 480cv.
Os modelos pesados da linha VM com motor de 310 cv – VM Tractor 4x2 e o VM 6x4 –, lançados no final de 2005, alcançaram vendas de 923 unidades. “É um excelente resultado para um primeiro ano”, disse Reinaldo Serafim, gerente de Vendas da linha. Enquanto que os VMs semipesados, onde atuam os modelos com motores de 210 a 260 cavalos de potência, atingiram a marca de 951 unidades, 75% representadas pelo traçado VM 260 6X2.
“A Volvo está sempre inovando para oferecer a melhor solução de transporte”, finalizou Svensson.
COMERCIAIS LEVES
O mercado total de comerciais leves, apresentou em 2006 volume 5% maior que 2005, totalizando 220.204 unidades comercializadas.
Desse total, 37.111 unidades formam o mercado de transporte de passageiros e de carga, considerando veículos como vans, furgões, chassis cabinados e caminhões de pequeno porte, excluídas as de picapes e furgões pequenos, até 3,5 toneladas.
No ano passado, 17.536 unidades do total acima foram representadas por furgões e vans de grande porte e camionetes. É um mercado que se mostra, a cada ano, mais competitivo em razão da variação de nichos que surgem.
90% desse mercado são disputadas por 8 marcas: Citröen, Fiat, Hyundai, Iveco, Kia, Mercedes Benz, Peugeot e Renault.
FIAT DUCATO
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| João Claudio Bourg |
Dentro desse contexto está o Fiat Ducato, comercializado nas versões furgão e van. Segundo João Claudio Bourg, diretor de Vendas Diretas e Veículos Especiais, o modelo teve participação de 25% do mercado em 2006. “Está se consolidando, cada vez mais, no transporte urbano de carga e de passageiros”, disse.
Segundo Bourg, as vendas diretas, incluindo governos, são um importante canal de negócios neste segmento, representando metade dos volumes do Ducato. “2006 foi marcado por licitações governamentais. Negociamos 600 unidades aos Correios, 1.070 ambulâncias para resgate ao SAMU e 700 furgões escolares para a Secretaria de Educação de Minas Gerais”, informou.
Atualmente, a Fiat possui uma gama de furgões com teto alto ou baixo formada por modelos para carga – entre eixos de 2.850 mm a 3.700 mm e volumes de 7,5m3 para 12m3 –; para passageiros, como Ducato Minibus (1+15 lugares) e Combinato (1+9 l.); e para uso misto no transporte de carga e pessoas.
RENAULT
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Luis Eduardo Pacheco |
Por sua vez, a Renault do Brasil comercializou, no ano passado, furgões transformados das suas linhas Master e Kangoo Express, este um furgão de pequeno porte. A marca vem obtendo fatias crescentes desses mercados pulverizados.
No ano passado, o Máster abocanhou 22% do segmento de furgões grandes. “É o resultado do nosso esforço em oferecer um utilitário pronto para uso. Sai direto da linha de montagem para o trabalho”, disse Luis Eduardo Pacheco, diretor de Vendas a Empresas. “O credenciamento dos fornecedores padroniza o nível de qualidade exigido por nós. Isso evita problemas relacionados à instalação”.
Segundo ele, a homologação do fornecedor facilita na hora da compra final, já que o cliente poderá fazer um único financiamento para as duas aquisições: a do veículo e a da transformação.
A linha de veículos utilitários Master é composta por quatro versões de Furgão (L1H1 8 m³, L1H2 9,1 m³, L2H2 10,8 m³ e L3H2 12,6 m³), uma versão Minibus e a opção Chassi Cabinado.
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Campeões de vendas 2006
Furgão:
MBB Sprinter |
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Caminhões:
Semileves - Ford F-350 |
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Jornauto |
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Leves - MBB 710 |
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Médios - VWCO 13.180 |
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Jornauto |
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Semipesados - MBB L-1620 |
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Pesados - VWCO 19.320 |
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Jornauto |
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Extrapesados - Scania R114 GA 4X2NZ 380 |
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