MWM
conquista mais um
Com produtos
de qualidade reconhecida pelo mercado e alto índice de nacionalização,
a empresa tem rompido a tradição de grandes montadoras com o fornecimento
de motores Diesel totalmente desenvolvidos no Brasil
Especial para a Revista Jornauto
Não é só o título de maior fabricante independente de motores Diesel do Mercosul que a MWM ostenta. Nos últimos anos, a empresa tem conquistado uma importante clientela, empresas que nunca haviam optado por utilizar um propulsor de terceiro. Com a abertura de mercado, dezenas de montadoras se instalaram no país, porém, o alto custo para o desenvolvimento de uma planta para a produção de motores Diesel tem levado estes fabricantes a procurar empresas especializadas para equipar os seus veículos. Só que este processo não é tão simples: a preocupação maior da montadora é escolher um produto à altura de seus veículos. A aplicação de um novo motor é um trabalho que demora cerca de 12 a 18 meses, ou até mais, onde nossos produtos são testados exaustivamente para comprovar que suas características e desempenho correspondem às expectativas, explica José Eduardo Luzzi, diretor executivo de Vendas e Marketing da MWM.
Ele
cita a Nissan como um exemplo disto. A montadora escolheu o MWM Sprint 4.07
TCA para equipar a picape Frontier, primeiro veículo da marca produzido
no país. Esta parceria foi tão certeira que outros dois lançamentos
da Nissan também passaram a ser equipados com MWM: a Xterra e a Frontier
Cabine Simples. Um novo capítulo na história da empresa porque
apenas no Brasil são produzidos veículos com motores de um fabricante
independente. Luzzi destaca que um dos fatores responsáveis por estas
conquistas é o departamento de Pesquisa e Desenvolvimento da MWM, que
conta com 200 engenheiros e oferece ao cliente a opção do motor
ser adaptado conforme sua necessidade.
Volvo
VM
A Volvo também rompeu tradições ao optar pela MWM para equipar o VM, primeiro caminhão semipesado da marca produzido fora da Europa. Neste caso, a nossa tradição no setor também influenciou na decisão, explica Luzzi. As principais necessidades da montadora sueca, obviamente, eram utilizar produtos de tecnologia avançada com baixo custo de manutenção e alto índice de nacionalização. De acordo com o fabricante, este último item é um grande diferencial da marca. O motor MWM 6.10 TCA, que equipa o VM, tem cerca de 90% de conteúdo nacional. Desta forma, o veículo com este propulsor alcança um índice ainda maior de nacionalização. Este ponto é muito importante para as montadoras, pois, dependendo do índice de nacionalização do veículo, os consumidores poderão ou não optar pelo Finame, financiamento com juros subsidiados pelo BNDES (Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social), enfatiza o diretor.

Ele informa que, para atender aos rigorosos padrões de qualidade da Volvo, foram adequados cerca de 60 itens do motor. Os suportes, o sistema de parada pneumático e as tubulações entre motor e aftercooler em alumínio são algumas das mudanças feitas em conjunto por engenheiros da montadora e da MWM. O propulsor também incorporou algumas novidades como as mangueiras e a geometria dos elementos filtrantes, dentro dos padrões de prevenção e não-propagação de incêndios da montadora. A MWM desenvolve produtos de acordo com as necessidades dos clientes, o que transfere a responsabilidade da montadora para nós, complementa Luzzi.
Iveco Eurocargo
A
mais recente conquista da MWM é a Iveco. O novo caminhão médio
da marca também é equipado com o conceituado MWM 6.10 TCA. Mais
uma vez, conseguimos comprovar a uma montadora européia a força
dos nossos motores, comemora o diretor. O motor do Iveco EuroCargo 170E21,
6 cilindros e 6.45 litros, gera potência de 206 cv a 2.600 rpm e torque
máximo de 657 Nm. As características conhecidas dos motores MWM,
destacadas pela empresa como alta performance e reduzido consumo de combustível,
estão agora presentes no EuroCargo.
Nas informações do fabricante constam que os destaques deste propulsor são: o sistema de acionamento da bomba de água e óleo, do compressor de ar e da bomba hidráulica, por meio de engrenagens; os cabeçotes individuais, que facilitam a manutenção do veículo; as camisas úmidas removíveis, que asseguram menor deformação térmica e melhor controle de consumo de óleo lubrificante; e o fácil acesso aos itens de verificação diária, como reservatório de expansão do radiador, filtro de combustível e bocal de abastecimento de óleo lubrificante. No desenvolvimento conjunto entre Iveco e MWM, foram alterados cerca de 30 itens no design do motor. Ter clientes do porte e com rígidos padrões de qualidade que nós temos é uma grande vitória, destaca o diretor.
Motores
Eletrônicos: uma realidade
As novidades na MWM não param por aí. A empresa também deu início à produção nacional de mais um motor eletrônico: o MWM Sprint 4.07 TCE. Bastante conhecidos dos europeus, já que estes propulsores equipam desde 2001 as vans LT2 da Volkswagen AG, os motores são indicados para equipar desde picapes médias até caminhões leves, apresentando potência de 140 cv a 160 cv a 3.500 rpm e torque de até 375 Nm. A MWM garante que o Sprint 4.07 TCE nacional utiliza as mais modernas tecnologias entre elas a nova Unidade de Controle Eletrônica (EDC16) que apresenta maior capacidade de processamento e já está preparada para futuros limites de níveis de emissões. A primeira montadora a utilizar o MWM Sprint 4.07 TCE é a Agrale, com aplicação nos veículos da família Furgovan e nos chassis dos mini e microônibus.
Planos para 2005
Com estes novos clientes e produtos, a MWM espera ampliar a sua produção, passando das 85 mil unidades, previstas para este ano, para 96 mil, em 2005. Deste total, 90% serão voltados para o mercado interno e o restante para exportações. Na produção de motores Diesel no Mercosul, a empresa deve fechar 2004 ocupando 28% de mercado. Para 2005, a meta é atingir 30%. Ainda para o próximo ano, estão previstos investimentos da ordem de US$ 25 milhões, voltados para atender o crescimento da demanda e o desenvolvimento de novos produtos. Grande parte da nossa produção deve ser consumida pelos lançamentos, programados para os próximos 18 meses. Com isto, novas conquistas e quebras de paradigmas podem surgir, adianta Luzzi.
