Ford Focus GL 1.6Ford Focus 1.6: agora mais competitivo
Embora com atraso de dois anos em relação ao modelo europeu, a Ford aproveitou os retoques estilísticos do Focus 2004 para lançar o já esperado motor 1.600 Rocam, fabricado em Taubaté, SP

Fernando Calmon, de Camaçari, BA

O fim de produção do Escort abriu mercado para a nova versão dentro do disputado mercado de médio-compactos que representa 10% das vendas, porém 15% do faturamento total. O visual externo melhorou graças ao grupo ótico com faróis de duas parábolas e pisca integrado, novo farol de neblina, insertos de borracha em ambos os pára-choques e calotas e rodas de liga leve redesenhadas.

A Ford conseguiu um preço bastante competitivo, começando o GL em R$ 34.210,00 que deve responder por 50% das vendas do modelo. Oferece de série ar-condicionado, coluna de direção ajustável em altura e profundidade e imobilizador do motor. Significa cerca de 10% abaixo de concorrentes diretos. Novidades entre os opcionais: alarme antifurto com controle remoto, airbag de duplo estágio de abertura, travamento automático das portas e, afinal, temporizador dos vidros elétricos. O GLX parte de R$ 38.110,00. Os motores Zetec 1.800 e 2.000 cm³, de 16 válvulas, importados do México, seguem em linha. Por enquanto, apenas o Focus hatch terá o motor menor, mas a Ford vai oferecê-lo em breve no sedã. De início, o 1.600 estará disponível apenas no Brasil. O carro é fabricado na Argentina e exportado para a América do Sul onde em vários países modelos mais caros enfrentam dificuldades. O Rocam significará boa redução de preço porque alcança índice de nacionalização de 95% e custo de produção menor graças ao cabeçote tradicional de 8 válvulas. Para elevar a potência de 98 cv (novo Fiesta) para 103 cv adotou-se a receita clássica de melhorar o rendimento volumétrico, aproveitando as dimensões maiores do Focus para retrabalhar filtro de ar e escapamento, além da reprogramação da central eletrônica. Ficou mantida a taxa de compressão (9,5:1).

Ford Focus Sedan Ghia 2.0No chassi, a única mudança foi a supressão da barra estabilizadora traseira, o que se deveria evitar. Durante a avaliação entre Camaçari e Salvador, isso não chegou a incomodar porque a fábrica endureceu um pouco as suspensões. Nas versões mais potentes as barras continuam e sempre oferecem desempenho superior em curvas. O novo motor vai até melhor do que o 1.800 nos trajetos urbanos. As respostas em baixas rotações são boas e passam sensação de agilidade. Em regimes médios e altos a situação se inverte e o motor Zetec "fala" bem mais alto. Na aceleração de 0 a 100 km/ a Ford indica o 1.600 ser 1,3 s mais lento que o 1.800. O consumo de combustível é só marginalmente menor, segundo o próprio fabricante. Na estrada, tudo vira a favor do 1.800 e seus 115 cv (o 2.000 tem procura mínima). Especialmente porque a engenharia encurtou na medida certa o diferencial para garantir rotações mais baixas em velocidade de cruzeiro. Isso agrada sobremaneira a quem utiliza o automóvel fora das cidades, mas cobra seu preço numa ultrapassagem. E mais ainda na futura versão 1.600 sedã.

Topo | Principal